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Orlei Jr.

sexta-feira, 1 de julho de 1994

Código Brasileiro de Ética de Montanha.


Da abertura de vias:
1º. Nenhum escalador possui o direito de reservar para si uma rocha ou via de escalada, somente se estiver colocando evidentes esforços para a realização de objetivos (aproximação ou colocação de proteções fixas).
2º. Em caso de mudança de intenções o escalador tem o dever de expressá-las a associação local de montanhismo (A.L.M.), deixando a via aberta a todos.
3º. Toda a nova via deverá ser divulgada em um catálogo que deve ser constantemente atualizado.

Dos pontos fixos de ancoragem:
1º. Durante a instalação, deve ser observado o posicionamento das proteções fixas de ancoragem de modo que, em hipótese alguma de queda, o escalador toque o solo, arestas ou saliências da rocha, representando perigo à sua integridade física.
2º. É proibido adicionar pontos fixos de ancoragem em vias já abertas sem autorização dos autores.
3º. Em caso de regrampeação, os escaladores não possuem o direito de descaracterizar qualquer via, transferindo a posição original dos pontos fixos de ancoragem, de acordo com o artigo 1º deste.
4º. A utilização de dois pontos fixos de ancoragem nas reuniões é um fator que diminui a ocorrência de acidentes e deve ser sempre observada.
5º. Sempre que possível, as paradas de rapel devem ser comuns a várias vias.
6º. Os pontos fixos de ancoragem estão sujeitos a intempéries e devem merecer constante verificação a cada nova escalada.
7º. Um ponto fixo de ancoragem, visivelmente mal colocado, deve ser informado à A.L.M. para a sua possível substituição de acordo com o artigo 3º deste.

Dos pontos móveis de ancoragem:
1º. Deverá ser utilizado equipamento móvel de proteção sempre que possível. Deve-se evitar (ao máximo) o uso de pontos fixos (grampos e chapeletas) ao lado de fissuras, fendas e rachaduras, onde seria óbvio o uso de proteção móvel.

Da ética e estilo:
1º. Ética e estilo não devem ser confundidos. Ética são as regras que definem uma atividade ou postura diante do esporte em relação ao meio, ambiente natural, ... flexível de uma região para outra. Estilo faz parte das características de cada escalador, ilimitado e auto-justificado ao realizar uma escalada.
2º. Em cordada, autoassegurado, corda de cima (top rope), solo, a vista ou por tentativas ficam classificados como estilos reservados de cada escalador que saberá definir seus limites sendo porém, mundialmente conhecido como o melhor estilo, o "a vista (guiando com as mínimas informações sobre a via)".

Da graduação:
1º. O grau de uma escalada deve ser determinado numa ascensão "a vista".
2º. A graduação de uma via deverá estar de acordo com os padrões estabelecidos pela Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada - CBME.

Do meio ambiente:
1º. Nenhuma escalada deve transgredir as leis de proteção ambiental. Todas as situações à parte devem ser discutidas pela A.L.M. e decididas através de votação.
2º. Todo escalador é responsável pelo seu equipamento e lixo que for produzido.
3º. Todo escalador tem a obrigação de divulgar e conscientizar a proteção ao meio ambiente.

Da moral:
1º. Todo escalador pode usufruir de seu espaço com liberdade e respeitar o do outro.
2º. É considerado imoral marcar agarras com magnésio.
3º. Todo escalador tem o dever de transmitir uma boa atitude em relação a montanha e a prática do esporte.

Do equipamento, acidente e resgate:
1º. Todo escalador é responsável pelo seu equipamento e pela sua devida manutenção.
2º. Todo escalador deve conhecer técnicas de primeiros socorros e prestar auxílio em caso de acidente ou resgate.

Conclusões:
Este código pode ser alterado em consenso com a A.L.M.
Deverá, este código, ser respeitado por toda a comunidade local e visitantes.

1º Congresso Paranaense de Montanhismo.

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